Archive for outubro \31\UTC 2008

MVC

outubro 31, 2008
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O Django é baseado no MVC

outubro 24, 2008
Primeira imagem produzido no site.
Não é muita coisa, mas o começo tem que ser assim mesmo. 🙂

MVC é um conceito já amplamente conhecido e implementado na maioria das linguagens, que se baseia no fundamento da separação entre as camadas, onde:

  • Modelo é responsável pela estrutura e integridade dos dados,
  • Controlador é responsável pelas rotinas de processamento de eventos e
  • Visão é responsável pela interface com outros sistemas e com o usuário.

Meu primeiro projeto em Django

outubro 23, 2008

Iniciar um projeto

django-admin.py startproject nomedoprojeto

No caso de ser Windows:
python C:\Python25\Scripts\django-admin.py startproject veraneiva

Iniciar uma aplicação

django-admin.py startapp designmodas

Configurar projeto

Editar “settings.py”

DATABASE_ENGINE = ‘sqlite3’
DATABASE_NAME = ‘dados.db’
TIME_ZONE = ‘Brazil/East’
LANGUAGE_CODE = ‘pt-br’

‘nomedoprojeto.nomedaplicacao’,

Para iniciar o banco de dados

python manage.py syncdb

Para iniciar o servidor

python manage.py runserver

Acessar o servidor no browser

http://localhost:8000/

O milagre das lâmpadas

outubro 16, 2008

Todos estavam parados. Olhando para a mesma direção. Compenentrados. Nem todos. Uma mulher de meia-idade, cabelos castanhos, saia justa, uma blusa com flores na frente, de óculos. Mantia a seriedade no rosto, porém, demonstrava estar contente com a vida. Segurando sua pasta de executiva dava a impressão de ser uma mulher moderna, de sucesso no mundo dos negócios. Um menino com um cachorrinho amarrado em uma curta corda, desassossegado com o bicho que não se contentava em estar parado ali. Um senhor de cabelos grisalhos, já encurvado pela idade usando uma camisa de modelo simples com botões brancos.

Todos parados, olhos fixos na mesma direção, esperando a mesma coisa. Havia muitas outras pessoas ali paradas. Um rapaz com uma caixa nas costas desejava muito estar em uma sala de aula preparando um futuro melhor, mas ele estava ali, parado, esperando. Dali iria para a rodoviária trabalhar de engraxar os sapatos de seus fiéis clientes. Uma moça, nova, com grandes tatuagens nos braços, mascando chicletes, olhava de um lado para o outro, se distraindo a perceber as esquisitisses das pessoas que a rodeavam. Usava uma saia curta xadrez, aparentando estar constantemente sem noção do que faria logo em seguinda.

Ele estava ali entre essas pessoas. Cada um com sua vida em particular. Cada um com suas espectativas. Cada um com seus sonhos desiludidos. Era tão grande a tensão que eles não se olhavam nos olhos. Mantinham as cabeças erguidas como um exército de soldados prontos esperando o sinal para atacarem seus adversários. As mãos suavam. O momento estava chegando. A aflição tomava conta de todos. O tempo parecia não passar e o suor escorria pelos rostos aflitos. Diante deles um quadro, num lugar alto, com três lâmpadas, uma de cada cor. Duas estavam apagadas e uma estava ligada.

A que estava liga era de cor vermelha. Porque estas pessoas estavam ali paradas? Todas compenentradas. Parecia que estavam como que adorando um deus mágico que lhes daria a liberdade de prosseguir. A liberdade de se desprenderem de suas amarras. De suas correntes que os prendiam naquele lugar. No chão umas faixas coloridas como o corpo de uma zebra. De repente algo estranho aconteceu. Sem que ninguém fizesse nada aparentemente, a luz que estava acessa se apagou e a lãmpada de cor verde se acendeu. Ele olhou para um lado e para outro e não viu ninguém com o dedo em um botão ligando a lâmpada.

Era mesmo um deus mágico, com poderes para ligar e desligar as coisas. Todas aquelas pessoas que estavam ali paradas, presas, como que combinadas, sem se ouvir nenhuma ordem, sem se ouvir nenhum grito. Todas elas respiraram profundamente, como um coro de respirações. Todas lançaram seus pés para a frente ocupando o espaço logo à sua dianteira. Não via nelas medo. Não via timidez naqueles movimentos sincronizados. Não havia competições. Não havia a preocupação de quem chegaria em primeiro lugar. Mas todas elas, mesmo que sem conversarem entre si. Todas elas se moveram na mesma direção e no mesmo momento.

Incrível. Maravilhoso. Uma sincronia invejável. Como uma unidade inseparável. Como pode tantas pessoas tomarem a mesma decisão e no mesmo instante? Com os braços se movendo para frente e para trás para se equilibrarem no movimento, elas foram como que um cardume na correntesa marítima. As mulheres de cabelos longos os balançava de um lado para o outro. Não havia nenhum que desejava o lugar do outro, porque cada um tinha seu próprio espaço. Cada um tinha seu próprio destino. Sua própria existência. E ele ali no meio de todos observando esse estranho fenômeno, esse estranho comportamento social.

Enquanto isso aconteceu outra coisa estranha. Novamente houve o milagre das lâmpadas. A lâmpada verde se apagou repentinamente e a lâmpada amarela se acendeu. O que iria acontecer agora? Desde as mudanças anteriores a multidão se comportou de maneira muito estranha. Como num passe de mágica, as pessoas aceleraram a velocidade de seus movimentos. Havia medo em seus rostos. Havia pavor de que algo terrível pudesse acontecer. Elas se comportavam como que estavam para perder algo de maior valor em suas vidas. Novamente de forma estraordinária, sem nenhum comando esterno.

Todas elas tomaram a mesma decisão, andaram mais rápido para a mesma direção. Nenhuma se desviou, nenhuma saio do caminho de cada uma. E ele ali no meio de todos, tentando entender o que estava acontecendo. E para tornar mais estranho ainda esse ocorrido a lâmpada amarela se apagou. E agora? A lâmpada vermelha voltou a se acender. Foi incrível como que todas aquelas outras pessoas, não as primeiras, pararam diante do quadro de três lâmpadas coloridas. E agora, olhando para elas ele começou a perceber que todas eram diferentes. Ele não podia entender como que elas se encotraram ali, no mesmo horário.

Umas pessoas demonstravam felicidade
, outras, tristeza, outras pressa, outras tranquidade. Mas todas tinham algo em comum. Todas estavam ali paradas. Imóveis. Inertes. Esperando mais um milagre acontecer. O que aconteceria a seguir ele nunca soube, porque impaciente, foi embora. e o milagre continuou a acontecer ininterruptamente. E quem sabe algum dia alguém isso entenderia …

outubro 13, 2008

O carro do chefe chegou

“Vai ser dada a largada. Todos os corredores estão em seus lugares…”. Seu corpo está tenso. Olha para um lado e vê seus adversários. A qualquer momento será dado o sinal e será o momento. Será o momento de colocar em prática tudo o que sabe, tudo o que treinou. Suas mãos estão suando. Muitas pessoas estão lhe observando. Elas querem lhe ver vitorioso. Elas querem lhe ver vencedor. Elas querem lhe ver chegando em primeiro lugar. Sua vontade é de ver logo o fim de tudo isso, ao lançar as redes, a história pode mudar. Mas ele prefere um lugar mais tranquilo onde os peixes não são tão agressivos. Onde a água é limpa e ele possa desfrutar da beleza do fundo do mar. Muitos peixes não são tão coloridos como aqueles que estavam no dia da sua volta. A rebelião havia começado.

Todos estavam aflitos com a demorar do carro do chefe. Sua presença era muito importante para acalmar os âminos das pessoas. Muita fumaça pra todos os lados. Cachorros correndo de um lado para outro. E ele ali na frente daquele TV, vendo todas essas cenas acontecerem bem debaixo de seu nariz. Ele não podia fazer nada. Não podia ajudar aquelas pessoas. Se aproximou de um jovem de óculos de fundo de garrafa e lhe perguntou quantas horas eram. O jovem fez vários sinais que ele não compreendia, tentava mostrar o perigo que estava por vir. Mas ele continuava comendo aquela maçã avermelhada, doce como mel. Seu sabor era como de muitas luas crescentes e esbranquiçadas. Sua pele macia e avelulada fazia com que ele sentisse o sabor almejado por todos os seres majestosos daquele reino mal-assombrado.

Lá fora o carteiro anuncia a chegada de uma caixa misteriosa. Estava trancada com um cadeado muito forte e na parte lateral estava escrito: “Mistério”. Ele não podia conter a curiosidade. Ele não podia deixar de demonstrar que aquele momento era muito importante na sua vida, pois o seu destino estava ligado ao resultado daquela corrida. Se ele vencesse teria a oportunidade de ir estudar em outro país, coisa muito almejada por seus pais desde sua infãncia. Porém, se ele não vencesse aquela corrida seria o fim de suas esperanças. Ele precisava dar tudo de si. Precisava usar todas as suas habilidades, precisa usar toda a sua criatividade para que aquele jardim tivesse flores maravilhosas, pois essa era sua missão. Cada plantinha era parte dele.

Cada folha, cada ramo,
com seus cheiros característicos. Cada flor com suas pétalas aveludadas e seus perfumes variados trazia a ele uma satisfação inexplicável. Ao trabalhar ali a cada dia, derramando seu suor pela terra deixava em cada passo parte de sua vida. Cada passo que dava era uma tentativa de superar suas forças. Cada movimento dos braços tinham o objetivo de se arremessar mais e mais pra frente. Os outros corredores também estavam dando tudo de si, mas ele tinha que ser o vencedor. O tempo parecia não passar naquela manhã. As nuvens calmas faziam sombra sobre ele. Ele não acreditava no que estava acontecendo. Havia se preparado tanto para aquele momento, e agora estava ali deitado olhando para o céu.

Caído não se sabe como, havia muitas perguntas em sua mente. Como faria para abrir a caixa? O que teria ali dentro que o fazia sentir essa vontade louca de abri-la? Não podia esperar mais. O carro do chefe era pra ter chegado no dia anterior e ele decidiu que seria sua última pescaria. Deixaria ali todas as suas tralhas de pesca e voltaria para sua terra natal. Voltaria correndo. Na maior velocidade que pudesse alcançar. A linha de chegada estava cada vez mais próxima. O povo se levantou, gritando seu nome, e ele ali na frente de todos, com a caixa sendo aberta e sua vida sendo revelada a todos. Quando a tampa da caixa se abriu completamente ele gritou como nunca. Seus pulmões pareciam pouco para seus gritos de felicidade. Ouvia as pessoas gritando seu nome.

A vitória foi alcançada, suas esperanças fortalecidas e o carro do chefe chegou…

Loucuras da vida

outubro 8, 2008

Loucuras da vida

Acordou cedo e logo saiu correndo pelos campos, ouvindo os sons da manhã. Os pássaros multicores, voando, cantarolavam melodias como se aquele fosse o último dia de suas vidas. Ao passar ao lado de um rio pôde contemplar a água límpida nas fortes correntesas entre pedras e caminhos tortuosos. Os peixes lhe olharam nos olhos e suspiraram ante tanta beleza natural. Uma borboleta veio ao seu encontro passando bem perto de seus olhos arregalados pela poeira levantada pelas patas selvagens dos cavalos que saltitavam alegres e faceiros. Suas grandes e pesadas patas dianteiras batiam no chão como se fosse quebra-la em pedaços. Tudo parecia beleza e felicidade. As estrelas brilhavam como nunca, com suas cores maravilhosas, piscando como numa árvore de natal. Esfregou os olhos para enxugar as lágrimas de suor que escorriam de sua testa. Grandes gotas de água que caiam do céu escurecido pelas nuvens cinzentas de verão.

Não havia o que fazer. Ele estava lá. E não sairia jamais pois sentia que sua hora estava chegando. E devagarinho sussurou aos ouvidos atentos de seu fiel alazão que com ele sempre esteve. Os faróis lhe cegaram a visão. A velocidade com que se locomovia era de se assustar. Mesmo ele, que era acostumado a se alimentar desses animais lerdos e varagosos. Tudo por causa de sua adorável mãe, que muito lhe desejava o bem. São exatamente essas coisas que ele mais gostava nas suas aulas de violino. O silêncio antes de uma música. Cada nota musical é uma história a ser contada pelas flores rosadas daquele jardim saudável e sorridente. Os acordes criavam ventos fortes que balançavam as casas ao redor e as roupas dos varais dançavam como dançarinas de balé com sua doçura e leveza.

Não, ele não podia continuar. Suas vestes estavam a derreter. Seus sapatos desamarrados mostravam sua exata situação da estrada pavimentada de pedras quebradas ao meio. Cada passo que dava lhe custava muito suor e sangue. Muito esforço era de se manter em pé, por isso ele se sentou um pouco para contemplar varagosamente o andar da tartaruga. Parado ali, esperando por uma carona, de longe lhe avistou um ônibus. Não parecia ser muito novo, mas seria sua solução. Não podia mais esperar uma estrela cadente lhe levar para longe deste lugar que até agora só lhe tirava as esperanças de voar. Suas asas estavam machucadas por causa de uma pedrada malvada de um garoto com estilingue. O ônibus foi se aproximando devagar e até parecia que nunca ia chegar. Até que enfim chegou perto e ele entrou. Havia muitos lugares vagos e pode então deitar em duas poltronas confortáveis e descansar.

Depois de algumas horas de viagem resolveu olhar pela janela e observar a paisagem já coberta pela neve, pois o inverno estavam muito intenso e castigava as árvores e todos os animais se escondiam para salvar suas vidas. Com um livro nas mãos e sua bolsa de viagem resolveu chegar mais perto de uma das árvores brancas pela neve, pois lhe chamou a atenção uma pomba que girava sem parar ao pé da frondosa árvore de galhos secos. Ao se aproximar do pássaro sentiu uma dor intensa na perna, pois foi atingido em cheio por uma fruta madura que caiu do céu. Para ele que estava sem comer há algumas horas era uma boa notícia. O ônibus continuava sem parar e ele ali olhando pela janela embassada. Tudo passava rápido, e mais rápido ainda ele pensava, e ao pensar sobre muitas coisa que lhe passavam como um filme de cinema mudo do estilo longa metragem. Só pra não ficar de fora de toda aquela festa. Todos dançavam ao seu redor como se ele fosse o aniversariante naquele dia. Todas aquelas pessoas que demonstravam felicidade não passavam de fantoches nas mão dos grandes homens, políticos daquela cidade. Uma grande cidade que crescia mais e mais sem planejamentos e sem a vontade do povo que vivia nas entranhas das montanhas. Por causa dessas montanhas foi que seus pais se mudaram para aquele lugar décadas atrás.

Às vezes o ônibus balançava ao passar por algum buraco naquela estrada sem fim. Entre cochilos e sonecas ele sonhava com um dia estar lá no seu destino ao longe. De repente o ônibus parou. Ninguém se movera há horas dentro daquele veículo grande e confortável. As pessoas haviam desaparecido. As poltronas estavam vazias. Ninguém estava lá para lhe receber o bilhete da passagem. Perto dali um homem assentado em uma cadeira vendia doces e salgados para os viajantes cansados. Se aproximou dele e lhe entregou suas moedas. O homem assustado com aquela atitude saiu a galopes sendo seguido por seu pequeno cãozinho. As outras pessoas que estavam por ali nem perceberam o ocorrido. E agora? Como encontrar o motorista de camisa vermelha que lhe havia prometido que em dois dias chegariam às montanhas mais altas do mundo? Um forte e alto barulho lhe chamou a atenção. Era uma árvore sendo cortada por um lenhador usando uma máquina barulhenta. Outros animais também fugiam ao seu redor e ele ali parado sem acreditar que realmente tudo estava acontecendo. Era o fim? Todos os seus amigos morreriam naquele dia? Seriam lembrados como heróis que conseguiram fugir de tão foraz e terrivel destruidor.

Entre pulos e esbarrões eles se afastaram do perigo. Para trás, cada vez mais longe ele ouvia os estrondos das explosões dos carros de fogo da destruição. Enfim pareciam fora de perigo. Um esquilo, animalzinho que muito corria e era hábil nessa tarefa de velocidade demonstrava alegria de alguém que acabara de salvar a sua vida. Era como uma comemoração. Estariam felizes? Às vezes corriam, saltavam, sorriam, brincavam, mas uma coisa sempre lhe chamou a atençao. Elas pareciam não ser felizes de verdade. O horário do recreio era o momento de contemplação para ele. Enquanto as crianças brincavam com as frutas verdes do campo, ele as observava como se estudasse cada movimento, procurando uma relação entre seus comportamentos e as notas que elas tiravam em suas provas. O movimento ritmado dos passos eram uma ciência a estudar. Cada vez que o farol ficava verde elas se locomoviam, todas ao mesmo tempo. Não precisavam nem olhar umas para as outras. Era como se todas tivessem o mesmo sentimento, no mesmo momento e na mesma intensidade. Tudo parecia normal naquela manhã até que…

“Silêncio!” Gritou alguém. “Eles estão chegando”. Estão trazendo as mercadorias para serem levadas até as bancas onde serão vendidas pelos comerciantes daquela feira. Pôs sua mochila num canto e começou a ajudar a carregar os sacos de verduras e frutas que estavam ali sendo descidas do navio pelos marinheiros. Cada saco de fruta ou de verdura representava uma moeda no seu cofrinho. Ele havia trabalhado intensamente todo aquele verão para poder agora desfrutar daquela viagem de navio. Um forte apito se ouviu e todos os passageiros correram para a escada que dava acesso ao grande navio. Todos afoitos com suas passagens nas mãos e ele ali também esperando sua vez. O navio era muito grande e tinha muitas janelas redondas. Dezenas de janelas de cada lado. Havia muitos ratos correndo por todos os lados. Seria isso normal? Vários compartimentos separavam cada parte e em vários lugares ele havia passado. Um banco com três crianças brincando de cartas seria um bom lugar para ficar naquela noite. Seria uma noite demorada pois ele não poderia dormir. Do seu lado um cãozinho deitado dormindo tranquilamente o sono dos deuses. Ele se sentia seguro pois estava sendo protegido pelos senhores ricos daquele lugar.

Tirou sua lanterna e tentava ver quem se aproximava. As águas geladas lhe doíam as pernas que não podiam parar de se movimentar. As ondas batiam em seu rosto e às vezes lhe causavam pavor. Várias pessoas estavam naquele pequeno barco salva-vidas. Eles também tinham lanternas como se fossem vagalumes que iluminavam a noite. Sem perceber todos estavam ali perto dele e um pão com queijo lhe foi oferecido como prêmio pelo feito heróico. Ninguém havia entendido realmente suas intenções, mas ele sabia, com muita lucidês que o vilão havia fugido após suas investidas de bravura. Tornara-se o herói. O maior. O melhor. Diante de todos se levantou e cantou a música dos vitoriosos. Suas roupas molhadas pelas águas do mar eram a testemunha de que ele havia estado lá. Porém, assim como a roupa seca logo-logo, também seus súditos que o veneravam, o deixariam ali para morrer. Morrer ali no meio daquele jardim não seria tão mal assim. O perfume das flores lhe acariciavam as narinas e ele podia sentir a alegria que emanava daquelas pequininas borboletas que voavam no ritmo das músicas dos músicos.

Olhou para um lado e para o outro. Na sua frente, a montanha. De um lado uma parede de pedras intransponível. Do outro lado um precipício tão profundo que seus olhos não conseguiam alcançar. Pegou uma pedra e jogou. Esperava ouvir o barulho dela ao cair no solo, mas nada ouviu. Era tão profundo o precipício que a pedra desapareceu. Para frente estava seu destino porque voltar era impossível. Seus olhos eram poderosos e podia ver detalhes minúsculos à longa distância. Tinha a capacidade de sentir odores de animais a dezenas de metros. Podia saltar e voar entre aquelas montanhas áridas e despidas pelas queimadas dos lenhadores. Saltou como um torpedo lançado por um avião. Ninguém podeia superá-lo. Ninguém podia alcançá-lo. Ele era o rei do espaço em que por alguns minutos era todo seu. Lá de cima podia ver as os telhados das casas. Via os jardins. Via as crianças uniformizadas brincando de estudar. Via os animais sendo pastoriados pelos seus pastores. Desceu para mais perto para contemplar seus vizinhos. Eles estavam ali e conversavam algum assunto interessante. O que será que eles conversavam com tanta atenção? Me aproximei e perguntei do que se tratava mas ele me ignoraram. Cada um buscou sua cadeira e não mais havia o bate-papo descontraído.

Voltei para o meu lugar. Eu sabia que eles nunca me entenderiam.

Dos 18 que votaram a favor das 3 parcelas salariais 9 foram reele

outubro 6, 2008

O povo ainda não percebeu que o voto é a forma de dizer NÃO À IMPUNIDADE e NÃO AO ABUSO DO PODER.

http://chapabranca.files.wordpress.com/2008/09/image001.jpg

18 vereadores votaram a favor da criação do 13º, 14º e 15º salários “para eles“.

“Não adiantou o veto do prefeito Iris Rezende (PMDB). Também não valeu decisão anterior do Tribunal de Justiça (TJ) de Goiás. Na manhã de ontem, a Câmara Municipal de Goiânia derrubou o veto do Executivo e, em votação “sigilosa”, por 19 votos a 2, criou mais três parcelas salariais para o próximo mandato. Os únicos vereadores a serem contra foram Ruy Rocha (sem partido) e Carlinhos do Esporte (PPS), que não são candidatos à reeleição. Elias Vaz (PSol) também é contra, mas não votou porque estava fora da sessão.” http://www.dm.com.br/impresso/7615/politica_e_justica/49050,camara_cria_15_salario

Dos 18 que votaram a favor das 3 parcelas salariais 9 foram reeleitos em 2008:

ANSELMO PEREIRA – 4.813 votos
BRUNO PEIXOTO – 12.850 votos
CLÉCIO ALVES – 6.333 votos
GEOVANI ANTONIO – 5.930 votos
MAURÍCIO BERALDO – 5.014 votos
PAULO BORGES – 5.320 votos
PR. RUSEMBERGUE BARBOSA – 6.673 votos
PEDRO AZULÃO JUNIOR – 4.411 votos
VIRMONDES CRUVINEL FILHO – 4.736 votos

É uma vergonha saber que 55540 (insanos) eleitores votaram nessa turma, apoiando o abuso de poder.

“O povo tem os líderes que merece”.